Roberto faz cena -o revólver em minha mão é de brinquedo! - 1970Os anos são muitos, as imagens, na mente, inúmeras, as fotos, poucas e a saudade, aH!, essa , quase que infinita...pois é, Saudade, saudade, me parece que sentir saudades é a única e absoluta verdade de que um dia fomos partícipe de bons momentos na companhia de pessoas a quem muito considerávamos... consideramos. Na longa caminhada de minha vida, apenas duas pessoas, que depois dos 15 anos de idade nunca mais vi, sempre me apareciam como fantasmas, já que as intempéries na luta pela sobrevivência, como o trabalho e os estudos, estes, me consumiam quase todo o tempo-Roberto Felipe e a Shirley, aquela do Colégio Alfredo Coutinho... mas vejam só, o amigo Roberto, que com o sobrenome Felipe me era mais fácil, após a disseminação do Orkut, ser o principal alvo de procura...mas, nada, procuras e procuras sem sucesso...a Shirley, então, quase impossível, pois não me recordo do sobrenome –só sei que saiu de Saquarema para morar em Rezende. O Betinho, que sempre foi o documentarista da família, me afirmou que todos os indícios verificáveis nos levavam à conclusão de que o amigo Roberto já não mais estava entre nós... e como ‘era sofrido’ falar do Roberto, lembrar dos inúmeros campeonatos de ping pong, travados no porão da farmácia do Sr. Carlinhos, como é gostoso lembrar, que apesar da competição que o esporte exige, todos nós sempre soubemos ganhar e perder, pois a grande ambição de vitória nunca dividiu os laços da grande amizade vivenciada por nós – nós, é o Betinho, o Aldair Novaes, o Carlos Alberto, o Ademir Amorim, o João ‘doido’, o Carlos Alberto Fernandes –e eu, claro! Mas o tempo se foi, e com ele, também, a lembrança das roupas que comprávamos na ‘Boutique Lixo’, ali na Siqueira Campos, em Copacabana –nada a ver com as grifes usadas por nossos filhos, como BillaBong, Volcom, Quiksilver- isso mesmo, nossas ‘grifes’ eram as roupas usadas por soldados das forças armadas da Inglaterra e Estados Unidos, vendidas na Boutique Lixo de Copacabana. Ah! Saudade, lago transparente a refletir sempre a imagem da pessoa ausente, luz viva que ilumina a estrada do passado e nos faz contemplar o céu, interrogar uma estrela e pensar que ao longe, bem longe, um outro alguém contempla este mesmo céu, essa mesma estrela e murmura baixinho:"Saudade!". Saudade é ter afinidade, seja com o passado, seja com o presente – só tem quem já 'viveu'.
Na tarde do dia 24/05/2009, meu filho Bebeto me enviou um recado pelo Orkut-“pais esse cara diz que é seu amigo, mas não te vê há muitos anos” - sigo o link e lá está ROBERTO FELIPE. Caramba!, Roberto está vivo! Fiquei impressionado, desconfiado – então telefonei pro Betinho, que logo a seguir me confirmou – é ele! Bem, pra quem ficou mais de 20 anos achando que um amigo já estava no céu, fico feliz por aqui por não receber 'notícias de lá', e ver o que vai acontecer na terra. Seja bem vindo, Roberto - os amigos de outrora estão vivos a te esperar para o reencontro de vidas.
Na tarde do dia 24/05/2009, meu filho Bebeto me enviou um recado pelo Orkut-“pais esse cara diz que é seu amigo, mas não te vê há muitos anos” - sigo o link e lá está ROBERTO FELIPE. Caramba!, Roberto está vivo! Fiquei impressionado, desconfiado – então telefonei pro Betinho, que logo a seguir me confirmou – é ele! Bem, pra quem ficou mais de 20 anos achando que um amigo já estava no céu, fico feliz por aqui por não receber 'notícias de lá', e ver o que vai acontecer na terra. Seja bem vindo, Roberto - os amigos de outrora estão vivos a te esperar para o reencontro de vidas.