A menina é agitada, meiga, às vezes rude, às vezes doce. Mas o que é isso? Uma jovem com 13 anos de idade é uma menina? É uma pré-adolescente ou já é uma adolescente? Pois é! Foi assim que conheci a Yngrid, em janeiro de 2010, quando passei a observar suas atitudes, face minha proximidade com sua mãe. Minha filha Sophia, num encontro que tivemos num sítio em Palmital, ao conhecer a Yngrid, fez o seguinte comentário - pai, “ela é igual a mim”. Fiquei arrepiado, afinal sei muito bem das grandes preocupações que tive com a cabeça ‘avançada’ de minha filha. Lembrei que aos 13, a Sophia me fez um convite para ir à boate Scala, no Rio de Janeiro. A Yngrid faz questão de dizer que ‘sabe de tudo’ e, claro, fico irritado com as afirmativas, pois sei muito bem que isso não é verdade, melhor, sabemos todos nós, pois com 13 anos não me parece factível que alguém possa dominar com desembaraço muitas situações. Mas, apesar de tudo observar, fiz um convite à inclusão da Yngrid em um curso de inglês, e ela, claro, aos 13, pensou uma semana para responder. Disse ‘pensou’, porque não recebi um não de imediato, o que seria próprio de alguém nesta faixa etária. Ah! Yngrid, que na imensidão de 90 dias de ausência, não se fez de rogada e, corajosamente, me mandava recados bem carinhosos via ‘Orkut’. E quem não gosta de carinho? E quem recusa alguém que te chama de pai em qualquer situação, esteja onde estiver, mesmo sabendo tratar-se de padastro? Essa menina, sim, essa menina moça vai longe, da mesma forma como vi acontecer com Sophia, que hoje, aos 24 anos, está casada, já é doutora, tem um lindo filho, passou em 4 concursos públicos e é motivo de muito orgulho para mim e toda a família. Mas os tempos são outros, pois em 10 anos já se nota uma nova geração, pois com tantas liberdades conquistadas, com tantas novas tecnologias que nos são ofertadas, em breve 5 anos serão o marco para se qualificar uma outra geração( isso me parece terrível), mas é o moto contínuo, é a vida que vem passando em ritmo frenético e as cabeças da nova geração de adolescentes são muito, muito diferentes, não digo da minha que já é ultrapassada, mas até mesmo da geração da Sophia. Há 20 dias atrás fiquei surpreso, estupefato, com a reação da Yngrid. Ela havia se desentendido com seu pai. A partir da daí simplesmente não mais dirigia a palavra a ele quando, ocasionalmente, o encontrava. Mas o destino pregou uma peça. Estava a Yngrid na companhia de algumas amigas, num sábado à noite, no Lake's Shoping. Quando o relógio já marcava mais de meia noite, a Yngrid viu seu pai sentado num banco, e já demonstrava ter bebido muita cerveja. Não teve dúvida, dirigiu-se a ele e o convidou a entrar em um táxi. Mas ele recusava, afirmando que não deixaria a motocicleta, uma Honda Titam 150, então estacionada em frente ao shoping. As amigas começaram a rir da cena, quando a Yngrid dirigiu-se a elas e disse –‘gente, não ria, por favor, é meu pai!’. Num ímpeto que lhe é próprio, Yngrid puxou o pai até a moto com o acompanhamento das amigas, ligou a máquina e partiu com ele na garupa. Dirigiu a moto por mais de 10 kilometros até chegar à sua casa. Claro, sua noite de lazer acabou ali, mas naquele momento nascia, aflorava fortemente, o sentimento robusto de um ‘querer’ quase que utópico para alguém ainda na adolescência. Yngrid teve sorte, não caiu da moto com o próprio pai na garupa, não foi incomodada por blitz policial e ganhou mais respeito e carinho por parte daqueles que a tudo presenciaram ou souberam. Já em casa, na hora de ligar e guardar a moto, não conseguiu fazê-lo, pois a adrenalina já se fora e a menina até ria de nervoso - é assim mesmo, filha, não existe idade para se tornar herói, para ficar nervoso ou mesmo chorar. Filha Yngrid, você é 10, melhor, ainda é 13 e o seu carisma a todos encanta!
sábado, 6 de novembro de 2010
YNGRID - AOS TREZE
A menina é agitada, meiga, às vezes rude, às vezes doce. Mas o que é isso? Uma jovem com 13 anos de idade é uma menina? É uma pré-adolescente ou já é uma adolescente? Pois é! Foi assim que conheci a Yngrid, em janeiro de 2010, quando passei a observar suas atitudes, face minha proximidade com sua mãe. Minha filha Sophia, num encontro que tivemos num sítio em Palmital, ao conhecer a Yngrid, fez o seguinte comentário - pai, “ela é igual a mim”. Fiquei arrepiado, afinal sei muito bem das grandes preocupações que tive com a cabeça ‘avançada’ de minha filha. Lembrei que aos 13, a Sophia me fez um convite para ir à boate Scala, no Rio de Janeiro. A Yngrid faz questão de dizer que ‘sabe de tudo’ e, claro, fico irritado com as afirmativas, pois sei muito bem que isso não é verdade, melhor, sabemos todos nós, pois com 13 anos não me parece factível que alguém possa dominar com desembaraço muitas situações. Mas, apesar de tudo observar, fiz um convite à inclusão da Yngrid em um curso de inglês, e ela, claro, aos 13, pensou uma semana para responder. Disse ‘pensou’, porque não recebi um não de imediato, o que seria próprio de alguém nesta faixa etária. Ah! Yngrid, que na imensidão de 90 dias de ausência, não se fez de rogada e, corajosamente, me mandava recados bem carinhosos via ‘Orkut’. E quem não gosta de carinho? E quem recusa alguém que te chama de pai em qualquer situação, esteja onde estiver, mesmo sabendo tratar-se de padastro? Essa menina, sim, essa menina moça vai longe, da mesma forma como vi acontecer com Sophia, que hoje, aos 24 anos, está casada, já é doutora, tem um lindo filho, passou em 4 concursos públicos e é motivo de muito orgulho para mim e toda a família. Mas os tempos são outros, pois em 10 anos já se nota uma nova geração, pois com tantas liberdades conquistadas, com tantas novas tecnologias que nos são ofertadas, em breve 5 anos serão o marco para se qualificar uma outra geração( isso me parece terrível), mas é o moto contínuo, é a vida que vem passando em ritmo frenético e as cabeças da nova geração de adolescentes são muito, muito diferentes, não digo da minha que já é ultrapassada, mas até mesmo da geração da Sophia. Há 20 dias atrás fiquei surpreso, estupefato, com a reação da Yngrid. Ela havia se desentendido com seu pai. A partir da daí simplesmente não mais dirigia a palavra a ele quando, ocasionalmente, o encontrava. Mas o destino pregou uma peça. Estava a Yngrid na companhia de algumas amigas, num sábado à noite, no Lake's Shoping. Quando o relógio já marcava mais de meia noite, a Yngrid viu seu pai sentado num banco, e já demonstrava ter bebido muita cerveja. Não teve dúvida, dirigiu-se a ele e o convidou a entrar em um táxi. Mas ele recusava, afirmando que não deixaria a motocicleta, uma Honda Titam 150, então estacionada em frente ao shoping. As amigas começaram a rir da cena, quando a Yngrid dirigiu-se a elas e disse –‘gente, não ria, por favor, é meu pai!’. Num ímpeto que lhe é próprio, Yngrid puxou o pai até a moto com o acompanhamento das amigas, ligou a máquina e partiu com ele na garupa. Dirigiu a moto por mais de 10 kilometros até chegar à sua casa. Claro, sua noite de lazer acabou ali, mas naquele momento nascia, aflorava fortemente, o sentimento robusto de um ‘querer’ quase que utópico para alguém ainda na adolescência. Yngrid teve sorte, não caiu da moto com o próprio pai na garupa, não foi incomodada por blitz policial e ganhou mais respeito e carinho por parte daqueles que a tudo presenciaram ou souberam. Já em casa, na hora de ligar e guardar a moto, não conseguiu fazê-lo, pois a adrenalina já se fora e a menina até ria de nervoso - é assim mesmo, filha, não existe idade para se tornar herói, para ficar nervoso ou mesmo chorar. Filha Yngrid, você é 10, melhor, ainda é 13 e o seu carisma a todos encanta!
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