sábado, 6 de novembro de 2010

YNGRID - AOS TREZE




A menina é agitada, meiga, às vezes rude, às vezes doce. Mas o que é isso? Uma jovem com 13 anos de idade é uma menina? É uma pré-adolescente ou já é uma adolescente? Pois é! Foi assim que conheci a Yngrid, em janeiro de 2010, quando passei a observar suas atitudes, face minha proximidade com sua mãe. Minha filha Sophia, num encontro que tivemos num sítio em Palmital, ao conhecer a Yngrid, fez o seguinte comentário - pai, “ela é igual a mim”. Fiquei arrepiado, afinal sei muito bem das grandes preocupações que tive com a cabeça ‘avançada’ de minha filha. Lembrei que aos 13, a Sophia me fez um convite para ir à boate Scala, no Rio de Janeiro. A Yngrid faz questão de dizer que ‘sabe de tudo’ e, claro, fico irritado com as afirmativas, pois sei muito bem que isso não é verdade, melhor, sabemos todos nós, pois com 13 anos não me parece factível que alguém possa dominar com desembaraço muitas situações. Mas, apesar de tudo observar, fiz um convite à inclusão da Yngrid em um curso de inglês, e ela, claro, aos 13, pensou uma semana para responder. Disse ‘pensou’, porque não recebi um não de imediato, o que seria próprio de alguém nesta faixa etária. Ah! Yngrid, que na imensidão de 90 dias de ausência, não se fez de rogada e, corajosamente, me mandava recados bem carinhosos via ‘Orkut’. E quem não gosta de carinho? E quem recusa alguém que te chama de pai em qualquer situação, esteja onde estiver, mesmo sabendo tratar-se de padastro? Essa menina, sim, essa menina moça vai longe, da mesma forma como vi acontecer com Sophia, que hoje, aos 24 anos, está casada, já é doutora, tem um lindo filho, passou em 4 concursos públicos e é motivo de muito orgulho para mim e toda a família. Mas os tempos são outros, pois em 10 anos já se nota uma nova geração, pois com tantas liberdades conquistadas, com tantas novas tecnologias que nos são ofertadas, em breve 5 anos serão o marco para se qualificar uma outra geração( isso me parece terrível), mas é o moto contínuo, é a vida que vem passando em ritmo frenético e as cabeças da nova geração de adolescentes são muito, muito diferentes, não digo da minha que já é ultrapassada, mas até mesmo da geração da Sophia. Há 20 dias atrás fiquei surpreso, estupefato, com a reação da Yngrid. Ela havia se desentendido com seu pai. A partir da daí simplesmente não mais dirigia a palavra a ele quando, ocasionalmente, o encontrava. Mas o destino pregou uma peça. Estava a Yngrid na companhia de algumas amigas, num sábado à noite, no Lake's Shoping. Quando o relógio já marcava mais de meia noite, a Yngrid viu seu pai sentado num banco, e já demonstrava ter bebido muita cerveja. Não teve dúvida, dirigiu-se a ele e o convidou a entrar em um táxi. Mas ele recusava, afirmando que não deixaria a motocicleta, uma Honda Titam 150, então estacionada em frente ao shoping. As amigas começaram a rir da cena, quando a Yngrid dirigiu-se a elas e disse –‘gente, não ria, por favor, é meu pai!’. Num ímpeto que lhe é próprio, Yngrid puxou o pai até a moto com o acompanhamento das amigas, ligou a máquina e partiu com ele na garupa. Dirigiu a moto por mais de 10 kilometros até chegar à sua casa. Claro, sua noite de lazer acabou ali, mas naquele momento nascia, aflorava fortemente, o sentimento robusto de um ‘querer’ quase que utópico para alguém ainda na adolescência. Yngrid teve sorte, não caiu da moto com o próprio pai na garupa, não foi incomodada por blitz policial e ganhou mais respeito e carinho por parte daqueles que a tudo presenciaram ou souberam. Já em casa, na hora de ligar e guardar a moto, não conseguiu fazê-lo, pois a adrenalina já se fora e a menina até ria de nervoso - é assim mesmo, filha, não existe idade para se tornar herói, para ficar nervoso ou mesmo chorar. Filha Yngrid, você é 10, melhor, ainda é 13 e o seu carisma a todos encanta!

domingo, 17 de janeiro de 2010

SABADÃO


O sábado do dia 16 de janeiro de 2010 foi muito diferente, pelo menos para mim. Depois de visitar o TAKANAKA de Bacaxá, à tarde, período inoperante às atividades da casa, fui entrevistar algumas “meninas”, e de lá saí impressionado, não só pelo que vi e ouvi, mas, principalmente pela surpresa da acolhida de uma das meninas. Então, mal cheguei uma linda morena se dirigiu a mim em voz alta –“meu amor, que bom que você veio aqui”- de mim se aproximou e sapecou um beijo na minha boca; ainda assustado com o ocorrido, olhava fixamente para o lindo rosto da menina, cujos olhos verde claros, translúcidos como bolas de gude, me forçavam a buscar na memória de onde a conhecia... lembrei, -‘Va...’, que surpresa te encontrar aqui, disse eu; - não diga meu nome, disse ela, aqui eu sou a Bebel. Pois é, a Bebel, quando a conheci tinha 12 anos de idade, vi a menina se transformar numa linda mocinha, e, hoje aos 20 anos, transformada numa linda mulher. Bom, conversei com a Bia, a Pat, a Marina e a Bebel. Os relatos foram muitos parecidos, mas justamente a Bebel foi a mais evasiva... em conversas com pessoas que também a conhecem, pois os pais e irmãos da Bebel moram próximos à empresa onde trabalhamos é que fiquei sabendo, através de seu próprio irmão, que ela está grávida de três meses... mas a sutiliza das entrevistas é assunto para outra ocasião... a tardinha do sábado está indo embora, deixei as ‘meninas’ e tomei o rumo de casa... no caminho, parei no bar do Paulo, já em Itaúna, e entre umas e outras Antárticas, a prosa foi rolando com um amigão, o Alcirley, que, aliás, é testemunha ocular do acontecido com as meninas do Takanaka. – Amigão, vamos logo mais à Arraial do Cabo assistir o show do Toninho Horta? Bom, aceitei o convite, liguei para a Vânia, Drica e Samanta, mas nenhuma delas se interessou pelo show( elas são jovens) do bom e velho Toninho, que já excursionou pela Inglaterra, Rússia, Japão, Coreia, Finlândia, Eslováquia, Eslovênia, Croácia, Itália, Holanda, Bélgica, Açores/Portugal, Martinica, Suíça, Áustria e Arraial do Cabo, onde tive a imensa satisfação do show presenciar... show ao ar livre, praça lotada, e entre uma cerveja e outra, que não era a Antártica, porque tinha acabado, a sempre e maravilhosa Brahma descia com muita facilidade, mas, chega a madrugada e com ela a fome- passamos na ‘barraca’ Hamburgão do Romeu e pedimos Hamburgão com tudo dentro...caramba!, já não me lembro mais quando foi a última vez que comi coisa parecida...deve ter mais de 15 anos...aí chega, majestosamente embalado num saco, um imenso hamburgão. Mas o bicho era tão grande e tinha tanta coisa dentro, que fiquei, por instantes, a imaginar por onde iria começar a comê-lo...não teve jeito, na terceira mordida minha camisa fora brindada com um pouco de maionese, que apesar do cuidado na mordida, acabou por espirrar em mim. Mas acreditem, foi gostoso comer toda aquela tralha em plena madrugada, numa cidade praiana e no meio de uma grande platéia, que percebí, não estava nem aí pro Toninho. Mas não importa, o som que vinha do alto era bom em todos os sentidos-não agredia os ouvidos e a música de extrema qualidade- e a melodia TRAVESSIA era executada como nunca ouvira antes. É, o sábado já acabou e agora só me resta a travessia pra Saquarema, onde no caminho, no ARENA, um monte de bundas se sacolejavam ao som de um grupo nordestino, o DJAVÚ-passei de passagem, a tempo de não houvir a 'tocadíssima' Meteoro e, se já não fosse mais de 4 da madruga, até iria dar uma espiadinha- afinal, não tenho preconceito à nada e cada música tem o seu tempo e seu espaço e, quando ainda ostentava meus 20 anos de idade, roqueiro como fui, não me sintí constrangido em ir ao Teatro Municipal de Niterói e então assistir a um concerto de “música de câmara”... Definitivamente o sábado foi bem diferente. Até breve, com os relatos das ‘meninas’...

segunda-feira, 25 de maio de 2009

ROBERTO FELIPE

Roberto faz cena -o revólver em minha mão é de brinquedo! - 1970
Os anos são muitos, as imagens, na mente, inúmeras, as fotos, poucas e a saudade, aH!, essa , quase que infinita...pois é, Saudade, saudade, me parece que sentir saudades é a única e absoluta verdade de que um dia fomos partícipe de bons momentos na companhia de pessoas a quem muito considerávamos... consideramos. Na longa caminhada de minha vida, apenas duas pessoas, que depois dos 15 anos de idade nunca mais vi, sempre me apareciam como fantasmas, já que as intempéries na luta pela sobrevivência, como o trabalho e os estudos, estes, me consumiam quase todo o tempo-Roberto Felipe e a Shirley, aquela do Colégio Alfredo Coutinho... mas vejam só, o amigo Roberto, que com o sobrenome Felipe me era mais fácil, após a disseminação do Orkut, ser o principal alvo de procura...mas, nada, procuras e procuras sem sucesso...a Shirley, então, quase impossível, pois não me recordo do sobrenome –só sei que saiu de Saquarema para morar em Rezende. O Betinho, que sempre foi o documentarista da família, me afirmou que todos os indícios verificáveis nos levavam à conclusão de que o amigo Roberto já não mais estava entre nós... e como ‘era sofrido’ falar do Roberto, lembrar dos inúmeros campeonatos de ping pong, travados no porão da farmácia do Sr. Carlinhos, como é gostoso lembrar, que apesar da competição que o esporte exige, todos nós sempre soubemos ganhar e perder, pois a grande ambição de vitória nunca dividiu os laços da grande amizade vivenciada por nós – nós, é o Betinho, o Aldair Novaes, o Carlos Alberto, o Ademir Amorim, o João ‘doido’, o Carlos Alberto Fernandes –e eu, claro! Mas o tempo se foi, e com ele, também, a lembrança das roupas que comprávamos na ‘Boutique Lixo’, ali na Siqueira Campos, em Copacabana –nada a ver com as grifes usadas por nossos filhos, como BillaBong, Volcom, Quiksilver- isso mesmo, nossas ‘grifes’ eram as roupas usadas por soldados das forças armadas da Inglaterra e Estados Unidos, vendidas na Boutique Lixo de Copacabana. Ah! Saudade, lago transparente a refletir sempre a imagem da pessoa ausente, luz viva que ilumina a estrada do passado e nos faz contemplar o céu, interrogar uma estrela e pensar que ao longe, bem longe, um outro alguém contempla este mesmo céu, essa mesma estrela e murmura baixinho:"Saudade!". Saudade é ter afinidade, seja com o passado, seja com o presente – só tem quem já 'viveu'.
Na tarde do dia 24/05/2009, meu filho Bebeto me enviou um recado pelo Orkut-“pais esse cara diz que é seu amigo, mas não te vê há muitos anos” - sigo o link e lá está ROBERTO FELIPE. Caramba!, Roberto está vivo! Fiquei impressionado, desconfiado – então telefonei pro Betinho, que logo a seguir me confirmou – é ele! Bem, pra quem ficou mais de 20 anos achando que um amigo já estava no céu, fico feliz por aqui por não receber 'notícias de lá', e ver o que vai acontecer na terra. Seja bem vindo, Roberto - os amigos de outrora estão vivos a te esperar para o reencontro de vidas.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

PANTANAL

Georges e nós


Turma da Facul -1979



Adenil, Betinho e C. Alberto







Treinamento
José Roberto e Adenil

Ontem me ‘peguei’ de surpresa. Já em casa, mais de 22 horas, estava entediado, cansado de um dia longo em grande esforço mental. Vi minha caixa do correio eletrônico e pronto, desliguei o computador. Vou assistir o documentário “por dentro de Bagdá”, pensei, mas, aí, ao fixar os olhos no televisor, me irritei com as mesmas imagens da Globo, e num gesto rápido, mudei de canal- e aí vi o Sérgio Reis com cara de garotão, caramba!, eram imagens da novela PANTANAL, que fora ao ar no início dos anos 90, agora reprisada no SBT. Só que eu não sabia da reprise, pois como acontece com a maioria dos brasileiros, o meu televisor ‘parece’ ter apenas um canal. Que coisa triste! Pois olhem, fiz uma verdadeira viagem no túnel do tempo... ao som do Marcos Viana em ‘Espírito da Terra’, passando pelo ‘Mundo dos Sonhos’ com o Robertinho do Recife. E que sonhos, viajando, viajando, andei pelos anos 70 e 80. Volto ao presente e vejo de novo na tela o Sérgio Reis e, imediatamente, associo a imagem da novela com uma propaganda das sementes gasparim(acho que é + - isso), que todos os dias é veiculado durante o programa Globo Rural. Então, levanto e novamente ligo o computador e começo a procurar imagens de + de 20 anos: lá estão, a adolescência, as faculdades, o início do trabalho formal, os amigos e amigas do passado e uma grande saudade a me apertar o peito... no início dos anos 90 aconteceu a minha separação com a mãe dos meus lindos Bebeto e Sophia, hoje donos de seus próprios destinos...não há mais irritação, estou em estado de pura saudade da vida que vivi, do mundo que trilhei, do estradão que percorri e hoje parece uma reta - sem fim! Mas tudo isso aconteceu pelo simples fato de ter tido a ‘audácia’ de mudar o canal do televisor. Digo audácia, porque embora tenhamos mais de 50 canais na Sky e mais de 10 na TV aberta, invariavelmente tudo vem se resumindo em uns três ou quatro canais. Nossa preguiça ou nossa má formação cultural praticamente nos induz à temerária inércia mental... Bom, depois de me permitir um passeio por antigas imagens, vou torná-las disponíveis a seus personagens, porque não só o Sérgio Reis e o Almir Sater podem ter o privilégio de se verem ontem e hoje simultaneamente, nos contrastes da passagem do tempo. O tempo que também é nosso e, somente a nós compete a perenização das imagens que produzimos no passado, que hoje nos acompanha e que um dia partirá para sempre... então, a Comitiva Esperança dará lugar àqueles que tiverem a sensibilidade de sutilmente nos afagar – nossos filhos, que na verdade não são outras pessoas, são pedaços de nós mesmos...lembranças dos amigos e amigas: Betinho, Lila, Dora, Jara, Aldair, José Roberto, Roberto Felipe, Ademir, Dionísio, Nádia,Rosella, Sonia, Carlos Alberto, George, Lafaiete..Ah! tem mais um galerão, voltarei ao assunto em outra ocasião.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Ave, Matheus!! A Terra é Nossa - Seja Bem Vindo!



Homenagem à mais nova mamãe da cidade do Rio de Janeiro.
Este dia 18 de junho foi, está sendo muito especial. De manhã, ao pisar na balança eletrônica, fiquei muito feliz de constatar que voltei ao mesmo peso que ostentava há vinte anos – 73 quilos. Pena que só o peso possa ser igual ao do passado...de noite, ao retornar do trabalho para casa, inebriado fiquei, quando passava pela escuridão do Palmital, pela estradinha que liga Rio Bonito à Saquarema, podendo, mesmo ao volante, constatar a imponência da Lua cheia, insistindo em clarear a passagem de todos pelo asfalto esburacado da esquecida Palmital. Digo esquecida, porque o poder político de Saquarema nada faz para melhorar as condições de tráfego por aquela via. Apesar de morar à beira do mar, onde a sensação de escuridão não é tão grande, ao abrir o portão de casa, já eram 20 horas, e, que linda surpresa, não era só a lua cheia que ostentava forte brilho no céu-lá estava também uma deslumbrante, diria, mesmo, uma majestosa estrela, abaixo da Lua, cintilando com tanta frenesi, que parecia querer dizer alguma coisa. E dissera. Era o prenúncio de que o Matheus estava a caminho de se mostrar a todos nós. E foi assim, às 21:15 horas, meu neto entrou em nosso mundo externo.
Considerando que hoje vivemos em um mundo muito rápido, onde a evolução e revolução das coisas caminham em ritmo de ‘formula 1’, o meu neto Mateus, nascido hoje, inicia o ciclo da gravação de sua participação em nossas vidas, lembrando que Jesus Cristo tem quatro biografias que são chamadas de evangelhos: o evangelho de Mateus, de Marcos, de Lucas e de João. Marcos e Lucas não pertenciam aos doze discípulos. Eles escreveram sobre Cristo baseados num processo de investigação de pessoas que conviveram intimamente com ele... (Análise da inteligência de Cristo : o Mestre dos Mestres / Augusto Jorge Cury). É claro que não temos a menor pretensão a comparações, e nenhum sentido haveria para isto. Mas uma coisa é certa, a partir de agora, nos dias em que a Lua não estiver presente, a mesma estrela de hoje estará a brilhar no Céu, enquanto na Terra o Matheus brilhará à nossa frente. Começa agora, às 22h43min, desse dia 18/06/2008 a biografia de Matheus Vidal Antunes, brasileiro, carioca, CPF nº, filho de Sophia e Maurício, neto de Adenil e Tatiana, bisneto de Erotides e Altair, de Alberto(im memoriam) e José Maria...

sexta-feira, 30 de maio de 2008

NUM TEMPORAL, NA VIA LAGOS

É, é sempre assim. Na hora em que nada pode dar errado é justamente quando tudo acontece. Dia destes vi uma entrevista com o Oscar Niemayer, no Fantástico. No alto de seus 100 anos de idade, Niemayer, perfeitamente lúcido, conduziu a entrevista com a mesma habilidade que foi característica marcante em sua vida. No trecho final, a repórter pergunta sobre o que é mais importante e o que mais falta na vida do homem –e, sem retrucar, Niemeyer diz –SOLIDARIEDADE. Não é preciso chegar a 100 anos de idade para se ter a certeza da sabedoria da resposta do mestre arquiteto. Imagine você, que hoje tem 20, 40 ou 55 anos, como seria alcançar um século de idade... já imaginaram de quanta boa vontade um idoso necessita daqueles que o rodeiam? Pois é, mas a solidariedade não é nada exclusiva àqueles que já estão na terceira idade. Hoje, ao sair de Rio Bonito, de volta à Saquarema, fui surpreendido com o motor do carro, que, subitamente ‘ morreu’. Caramba!, em meio a um temporal torrencial, lá estava eu, trancado dentro do carro ‘pensando’ o que teria acontecido. Com a boa lógica formal , em segundos cheguei à conclusão pela falta de gasolina..mas, e agora? no trecho em que estacionei não havia iluminação, comércio ou qualquer residência e o telefone celular tinha um sinal que oscilava ininterruptamente. Nos 35 segundos em que o ‘sinal da Vivo” me permitiu, fiz uma ligação para Emanuel Mathias, um jovem, ainda na faixa dos vinte anos, gerente operacional da empresa onde trabalho...em 60 minutos cá estava ele com 5 litros de gasolina. A lógica prevaleceu – agradeci e seguí viagem. Mas o Emanuel foi prova cabal daquilo que o Niemayer tanto preconiza- SOLIDARIEDADE – nesses 60 minutos em que fiquei à margem da rodovia, os carros passavam, passavam, foram muitos, mas não parou um sequer, mas, também, pudera, com a chuva que caía fortemente, não poderia contar com a boa vontade dos motoristas que passavam por aquele trecho tão deserto da rodovia, imaginei. ..Sem a solidariedade da mãe o bebê não sobreviveria, os jovens carentes dela têm problemas sérios de relacionamento e o idoso, então, bem aí está a faixa dos mais solitários e carentes da tão falada solidariedade. Bem, eu sempre tive consciência do quanto é necessário a parceria daqueles que vivem em sociedade –mas, de coração, espero que para você, que teve paciência de chegar até aqui, não tenha o infortúnio de ter um tanque de gasolina furado, justamente num dia e num local tão inóspito, mesmo ‘achando’ que um celular te acompanha.

sábado, 29 de março de 2008

O DIA DE HOJE - E MATHEUS ESTÁ CHEGANDO


Ela tinha dois aninhos. Estávamos em São Luis, Maranhão. Passeios pra lá, passeios prá cá, e, então, fomos almoçar num restaurante à beira mar. De repente a Sophia bradou –xixi, xixi, xixi,xixi...bem, Tatiana a pegou no colo e, sem saber onde era o banheiro, na primeira pia que encontrou colocou a menina para fazer xixi. Foi o primeiro ‘mico’ da sempre Linda Sophia, que na pia fez cocô.
São tantos anos deixados para trás e hoje, 29-03-2008, fui ao Rio de Janeiro para matar a saudade de milha filha, que na parte da tarde faria o chá do bebê, o bebê? Ah, sim, é o Matheus, que em junho próximo deixará a companhia exclusiva da mãe e com todos nós passará a abrilhantar nossos corridos dias. Aos 23 anos, a Sophia é o maior exemplo da maleabilidade do ser humano, é a prova viva da construção positiva de alguém, como muitos e muitas, na adolescência tiveram o ícone da rebeldia. Mas, já disse lá atrás, que ‘ninguém consegue enganar a vida o tempo todo’- e a maravilhosa Sophia nunca me enganou e hoje vejo isto com muita transparência, pois suas posturas e idéias hoje adotadas e soberbamente observadas por todos, demonstram a personalidade forte quando a carência aparece, meiga e racional quando tudo parece estar de ‘cabeça pra baixo’, imprevisível quando tudo parece não ter solução. Mas a Sophia sempre foi guerreira, pois a rebeldia de outrora nada tinha a ver com a menina que aos 16 anos que já trabalhava numa empresa multinacional(Lucent Technology), contrastando com toda a galera de sua faixa etária.
Mas uma coisa é bem previsível, Matheus chegará cercado de muitos dengos, idênticos àqueles que ela não pode se lembrar, mas que sabe da existência, pois basta ver as mais de 3000 fotos digitalizadas e tantos filmes em VHS, hoje convertidos para DVD, onde imagens de carinho permearam o seu crescimento sob todas as formas. Como foi gostoso ver a futura mamãe tão feliz com a casa ‘cheia’, assim como foi saber que Matheus já é muito querido; como foi bom ver o Maurício, o futuro papai, pipocando de felicidade entre os convidados...mas, chá de bebês é para a mulherada, e então retornei à Saquarema às 15:30, feliz por tudo que vi e participei, feliz também por ter revisto pessoas que há muitos anos não via, como a Kelly e a Martha, uma, amiga da adolescência, a outra, da faculdade de psicologia, duas grandes amigas da milha filha. Pois é, Matheus terá uma mamãe advogada- mas hoje, sem exceção, todos advogaram em sua causa com o maciço comparecimento das amigas da futura mãe, onde os presentes, a todo tempo, faziam questão de uma fotografia com a Sophia esbanjando uma enorme barriga. O Diego, neto de consideração me está um pouco distante, deixando um vácuo de grande saudade, mas a distância do Matheus é de apenas alguns meses, e os dois ainda se encontrarão e terão meu grande amor. Salve, Matheus!! Viva, Sophia!! Foi muito bom redigir este texto ouvindo o álbum 'Caminhos me Levem', do Almir Sater(Adenil Mendonça Vidal)