domingo, 30 de dezembro de 2007

A Partida Final

Alberto Vidal - In Memorian
Em nosso dia a dia partimos para a vida-mas em determinado dia a partida é definitiva. Hoje cheguei cedo em casa, melhor cheguei em Saquarema, eram 13:10m...Engraçado, hoje eu vim tratar da morte, da morte de meu pai...Após perambular por fórum, bancos e cartórios, enfim, em casa entrei às 17 horas...Mas se da morte eu vim tratar, da vida eu tive saudades, mas não é a saudade do pai morto, é da vida que vivi, da vida que muitos comigo viveram, inclusive meu pai, da vida que um dia, talvez eu não tenha entendido...ah!!!! saudades, saudades do tempo em que meu pai me mandava para casa, deixando para trás o botequim, porque a prostituta ‘Boca Rica’ acabara de chegar; saudades quando ainda não precisava me preocupar com contas de telefone, cartão de crédito, enfim, de CONTAS! Mas como a vida é tão esplendorosa, imaginem, eu garoto, roqueiro, curtindo Raul Seixas, Led Zepellim, Janis Joplin e tantos outros que, à época jovens como eu, faziam a revolução do mundo...A revolução silenciosa que custou a cabeça de muita gente, ufa! Foi-se Jimi Hendrix, a Janis, o Bonahan do Led, foi o Lenon, foram...mas ficou a cara amarrotada do Mike Jagger, ficou a garoa que molhou os cabelos que já não tenho mais, no campo do Botafogo, no Rio de Janeiro, ao som de Raul Seixas, Rita Lee, Erasmo Carlos e outros, ah! Mas porque isso...é que a vida por trás da morte, me apareceu hoje, num dia em que tive tempo para ver, ouvir e sentir um pouco daquilo que já não tenho tempo para perceber...liguei o computador, ví imagens, ví filmes, vi documentários, ‘vi a vida passada pela vida’...e como vai passando, meu DEUS! Não sei se me repreendo ou esqueço meu juízo de valor sobre muitas coisas por que já me debati ferozmente...ví imagens da Sophia, do Bebeto, da Danielle, do Daniel, da Morgana, ví imagens da Clelia...nossa! como me estressei com a Sophia, com o Bebeto, com o Daniel, caramba, um dia eles vão me entender...revendo imagens do Festival de Mont Rey, eu lembrei que o que se faz hoje não é nada diferente do que foi há trinta e sete anos atrás, guardadas as devidas proporções...só quem viu, só quem acompanhou o movimento dos anos 70 poderá avaliar nossa nova juventude...estou em dúvida, mas as imagens de outrora que hoje vejo, não são as de adolescentes como foram os meus, são imagens de adultos fazendo coisas que hoje são feitas pelos adolescentes...acho isso muito bom, pois a maturidade virá muito mais rápido para aqueles que souberem dosar a vida que quiserem viver...os jovens de meu tempo, que fizeram o que fazem os adolescentes de hoje, não viveram muito para contar história, ficou só a saudade dos que tiveram talento...os jovens de hoje têm a birra dos pais globalizados, têm exemplos na internet, tem até avó de 40 anos perdendo o sono na tentativa de manter a prole saudável...Mas, cá pra nós, na minha juventude eu dormia em pé, dentro do ônibus, indo para a faculdade, estudava, ia a barzinhos com a ‘turma’ e, às 2 da madruga voltava para casa...Que resistência, mas é assim, jovem da minha época não sentia o peso da noite mal dormida no trabalho- só dentro do ônibus, e aí, dormia em pé...Mas não perdia a vida, a vida de tanta dinâmica, vivida intensamente sob todos os sentidos. A morte de que vim tratar já é passado, e o hoje já é o presente da Sophia, já casada, do Daniel que vai ser papai aos 20 anos, da Danielle que já é mamãe desde os 19, da Berna que já é BISA! Já diz o Charlie Brow Jr. que ‘ eu não sou o senhor dos tempos...’, já disse o Raul Seixas, que ‘vivi há 10 mil anos atrás’- não importa, o ontem e o hoje se encontram no limiar de nossa existência, fazendo parecer que o que vivi não é tão diferente do que hoje vejo, do que hoje sinto...hoje percebo que meu pai já fôra, mas que a vida continua pulsando nos corações daqueles que continuam na marcha da vida – os nossos filhos. O que importa é termos uma esperança que, amanhã, alguns deles possam rever um pouco do passado, e descobrirem que não foram tão diferentes de nós, de nós, que de tempos em tempos, vamos deixando a vida para trás, como meu pai deixou, mas aí estão Bebeto, Sophia, Danielle, Daniel, Morgana, Marvel, Izabella, Raphaella e Renata – e por que não dizer, a encantadora Ízis, frutos de nosso tempo, que na vida presente perpetuarão a saga de nossas famílias. Se meu pai estivesse entre nós, no mundo dos vivos, amanhã ele completaria 78 anos, mas ele está na companhia da Janis, do Hendrix, do Raul, do John Lenon – e, quem sabe, finalmente ele vai gostar de Rock, e não vai mais me achar diferente por ter gostado tanto do Beatles. Aleluia, a vida continua, Salve Diego! Saquarema, 06/07/2007.

Na Linha do Tempo - 1


Chegada da maratona

Aldair e Adenil

Pernambuco - Andando pelo Brasil


Na galeria do Arthur(Bar do Arthur, Praia de Calhetas, Recife-Pernambuco)

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

Na Linha do Tempo - Propaganda em 1954




Apesar do longo tempo, estes produtos estão em linha de fabricação até hoje, exceto o sabão em pó da Lux.

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Humor & Filosofia

GRANDE VENDEDOR
Tendo-lhe sido pedido que comprasse entrada para uma festa em benefício da igreja, o homem respondeu :- Sinto muito, não vou poder ir. Mas meu espírito estará lá com vocês.- Está bem - replicou o amigo - Tenho lugares de dez, vinte e quinze reais. Onde é que você prefere que fique seu espírito ?

CONSTATAÇÃO
Pode-se enganar a vida muito tempo, mas ela acaba sempre por fazer de nós aquilo para que fomos feitos. A. Malraux.

VAZIO
Muitos olham para dentro de si e nada encontram e disto concluem que também fora deles nada existe.

PERCEPÇÃO
Quando descobrimos que nossos pais tinham razão, nossos filhos já estão suficientemente crescidos para discordarem de nós.

COISAS DOS DIOGOS, NÉ LÉIA?
Foi na festa de um aninho da Francine, em São Gonçalo. A certa altura o palhaço ergue uma caixa de dominó e diz:- o primeiro que me trouxer uma cueca ganha este brinquedo”.Em segundos, Maxinho, um menino de 7 anos, corre a um canto do salão e imediatamente retorna com a própria cueca erguida na mão direita,enquanto a mão esquerda espichava a camisa para baixo tentando esconder o óbvio. Foi assim mesmo

Pelo Brasil & Pelo Mundo

Saquarema 2007
Nazaré 1994



Suíça




VIDA E ETERNIDADE *

A vida é uma caminhada do berço ao túmulo: na vida encontramos a morte, e na morte encontramos a vida. E foi assim que começou, há exatamente 1996 anos, quando do nascimento de Jesus Cristo, a história de uma vida de amor, de perdão, que passou a ser contada e cantada através dos tempos. Bravo ! o mundo cristão é um marco na vida de todos nós. Vejamos : todos têm um registro em cartório onde consta a data do nascimento. Vejam a importância da data. Datamos o recibo, a nota promissória, nossa certidão de nascimento.... Então, Cristo é lembrado o tempo todo, pois, nosso calendário é uma referência ao seu nascimento - 1996 anos, que pode ser antes ( AC ) ou depois ( DC )de Cristo.
A importância de Cristo não é limitada à simples constatação de sua crucificação: é que na caminhada pelo túnel dos tempos, observamos que há mortos que são vivos porque vivem na nossa lembrança, pelo bem que fizeram e pelas idéias que deixaram. E há vivos que são mortos, porque nada fazem para merecer a vida.
Geralmente em dezembro, com a proximidade do natal, verificamos uma nítida diferença nos ânimos de todos. É a pura perpetuação do espírito de Cristo, seja com as alegrias de uns e as decepções de outros. Afinal, os contrários existem num paralelo sem igual, e, o Presépio e o Calvário, a gruta e a cruz colocam-se nos dois extremos da vida de Jesus Cristo: nasceu abandonado, por ser pobre, e morreu na cruz, por ser bom e por ter falado a verdade. E como humanos, não podemos fechar os olhos a esta realidade. Devemos brindar a vida, dar muito amor ao próximo, e ao perdermos uma grande ventura, evitar que derramemos lágrimas que nos impeçam de vermos as pequenas alegrias da vida. É fácil caminhar pela vida quando se tem fé em Cristo. Não bastam as congratulações natalinas - é preciso, acima de tudo, se despojar da fogueira das vaidades, tão comum à raça humana. É necessário que lembremos, o tempo todo, que dezembro é o mês do Natal, mas Jesus Cristo é o marco de toda a nossa história.
Cristo foi revolucionário exclusivamente pelo fato de ter introduzido, num mundo cheio de ódio, a revolução do amor. E mesmo que sejas incrédulo e tenhas um coração em fel, Cristo, com o espírito de Deus não tem pressa e muitas vezes espera uma existência inteira para converter um homem no último instante de vida.
1997 está chegando, e com ele as esperanças do ano seguinte de Cristo. Sim, esperanças mil. É melhor esperarmos por algumas coisas que nada termos por esperar. Então lembre-se, sempre, que quando se fecha uma porta da felicidade, abre-se outra; mas muitas vezes ficamos a olhar tanto tempo para a porta fechada que não vemos a outra que se abriu para nós; e na busca incessante de realizações, nos esquecemos de que todos possuem três direitos inalienáveis: viver a própria vida até onde lhe for possível, escolher a própria vocação, e, desenvolver as próprias forças; mas ninguém tem direito de gozar a felicidade sem produzi-la, nem de transferir a própria carga para outros ombros a fim de satisfazer um capricho pessoal. Agora fica a interrogação: Porque Jesus Cristo é imortal ? Por que foi alegre quando era difícil ser alegre, paciente quando era difícil ser paciente; e porque foi avante quando queria ficar parado, calou quando queria falar e foi agradável quando queria ser desagradável. Na verdade, Cristo jamais se deixou levar pela dubiedade de atitudes, face à agudeza de sua extraordinária percepção .Não é tão simples ? A vida é assim, as belezas do mundo são-nos reveladas na medida em que somos capazes de percebê-las. A agudeza de nossa visão não depende de quanto podemos enxergar, mas do quanto podemos sentir e, certamente, entre dois dias claros existe sempre uma noite escura; é a escuridão da noite que fecunda o brilho dessa aurora.
E Jesus Cristo foi eternizado...Só isso. É perfeitamente simples, e sempre o será. É por isso, que quando morre alguém - adeus -, dizemos nós, pensando que seja para sempre, e não ouvimos a voz do morto que diz: - até breve ! Ele sabe que é por pouco tempo.
* Escrevi este artigo inspirado nos escritos do Frei Anselmo Fracasso(Copacabana, Rio de Janeiro), e o publiquei no Jornal da Sontape-Petrobrás, em dezembro de 1996(Adenil Mendonça Vidal).

Meus amores


O sentido de minha vida-meus filhos

CONVITE DA LOUCURA

Loucura resolveu convidar os amigos para tomar um café em sua casa. Todos os convidados foram. Após o café, a Loucura propôs: Vamos brincar de esconde-esconde?
-Esconde-esconde? O que é isso? perguntou a Curiosidade. - Esconde-esconde é uma brincadeira. Eu conto até cem e vocês se escondem. Ao terminar de contar, eu vou procurar, e o primeiro a ser encontrado será o próximo a contar. Todos aceitaram, menos o Medo e a Preguiça. 1,2,3,... - a Loucura começou a contar. A Pressa escondeu-se primeiro, num lugar qualquer. A Timidez, tímida como sempre, escondeu-se na copa de uma árvore. A Alegria correu para o meio do jardim. Já a Tristeza começou a chorar, pois não encontrava um local apropriado para se esconder. A Inveja acompanhou o Triunfo e se escondeu perto dele debaixo de uma pedra. A Loucura continuava a contar e os seus amigos iam e escondendo. O Desespero ficou desesperado ao ver que a Loucura já estava no noventa e nove. CEM! - gritou a Loucura . - Vou começar a procurar.. A primeira a aparecer foi a Curiosidade, já que não agüentava mais querendo saber quem seria o próximo a contar. Ao olhar para o lado, a Loucura viu a Dúvida em cima de uma cerca sem saberem qual dos lados ficar para melhor se esconder.
E assim foram aparecendo a Alegria, a Tristeza, a Timidez... Quando estavam todos reunidos, a Curiosidade perguntou: Onde está o Amor? Ninguém o tinha visto. A Loucura começou a procurá- lo. Procurou em cima da montanha, nos rios, debaixo das pedras e nada do Amor aparecer. Procurando por todos os lados, a Loucura vi uma roseira, pegou um pauzinho e começou a procurar entre os galhos, quando de repente ouviu um grito. Era o Amor, gritando por ter furado o olho com um espinho. A Loucura não sabia o que fazer. Pediu desculpas, implorou pelo perdão do Amor e até prometeu segui-lo para sempre. O Amor aceitou as desculpas. Hoje, o Amor é cego e a Loucura o acompanha sempre.(autor desconhecido)