A vida é uma caminhada do berço ao túmulo: na vida encontramos a morte, e na morte encontramos a vida. E foi assim que começou, há exatamente 1996 anos, quando do nascimento de Jesus Cristo, a história de uma vida de amor, de perdão, que passou a ser contada e cantada através dos tempos. Bravo ! o mundo cristão é um marco na vida de todos nós. Vejamos : todos têm um registro em cartório onde consta a data do nascimento. Vejam a importância da data. Datamos o recibo, a nota promissória, nossa certidão de nascimento.... Então, Cristo é lembrado o tempo todo, pois, nosso calendário é uma referência ao seu nascimento - 1996 anos, que pode ser antes ( AC ) ou depois ( DC )de Cristo.
A importância de Cristo não é limitada à simples constatação de sua crucificação: é que na caminhada pelo túnel dos tempos, observamos que há mortos que são vivos porque vivem na nossa lembrança, pelo bem que fizeram e pelas idéias que deixaram. E há vivos que são mortos, porque nada fazem para merecer a vida.
Geralmente em dezembro, com a proximidade do natal, verificamos uma nítida diferença nos ânimos de todos. É a pura perpetuação do espírito de Cristo, seja com as alegrias de uns e as decepções de outros. Afinal, os contrários existem num paralelo sem igual, e, o Presépio e o Calvário, a gruta e a cruz colocam-se nos dois extremos da vida de Jesus Cristo: nasceu abandonado, por ser pobre, e morreu na cruz, por ser bom e por ter falado a verdade. E como humanos, não podemos fechar os olhos a esta realidade. Devemos brindar a vida, dar muito amor ao próximo, e ao perdermos uma grande ventura, evitar que derramemos lágrimas que nos impeçam de vermos as pequenas alegrias da vida. É fácil caminhar pela vida quando se tem fé em Cristo. Não bastam as congratulações natalinas - é preciso, acima de tudo, se despojar da fogueira das vaidades, tão comum à raça humana. É necessário que lembremos, o tempo todo, que dezembro é o mês do Natal, mas Jesus Cristo é o marco de toda a nossa história.
Cristo foi revolucionário exclusivamente pelo fato de ter introduzido, num mundo cheio de ódio, a revolução do amor. E mesmo que sejas incrédulo e tenhas um coração em fel, Cristo, com o espírito de Deus não tem pressa e muitas vezes espera uma existência inteira para converter um homem no último instante de vida.
1997 está chegando, e com ele as esperanças do ano seguinte de Cristo. Sim, esperanças mil. É melhor esperarmos por algumas coisas que nada termos por esperar. Então lembre-se, sempre, que quando se fecha uma porta da felicidade, abre-se outra; mas muitas vezes ficamos a olhar tanto tempo para a porta fechada que não vemos a outra que se abriu para nós; e na busca incessante de realizações, nos esquecemos de que todos possuem três direitos inalienáveis: viver a própria vida até onde lhe for possível, escolher a própria vocação, e, desenvolver as próprias forças; mas ninguém tem direito de gozar a felicidade sem produzi-la, nem de transferir a própria carga para outros ombros a fim de satisfazer um capricho pessoal. Agora fica a interrogação: Porque Jesus Cristo é imortal ? Por que foi alegre quando era difícil ser alegre, paciente quando era difícil ser paciente; e porque foi avante quando queria ficar parado, calou quando queria falar e foi agradável quando queria ser desagradável. Na verdade, Cristo jamais se deixou levar pela dubiedade de atitudes, face à agudeza de sua extraordinária percepção .Não é tão simples ? A vida é assim, as belezas do mundo são-nos reveladas na medida em que somos capazes de percebê-las. A agudeza de nossa visão não depende de quanto podemos enxergar, mas do quanto podemos sentir e, certamente, entre dois dias claros existe sempre uma noite escura; é a escuridão da noite que fecunda o brilho dessa aurora.
E Jesus Cristo foi eternizado...Só isso. É perfeitamente simples, e sempre o será. É por isso, que quando morre alguém - adeus -, dizemos nós, pensando que seja para sempre, e não ouvimos a voz do morto que diz: - até breve ! Ele sabe que é por pouco tempo.
* Escrevi este artigo inspirado nos escritos do Frei Anselmo Fracasso(Copacabana, Rio de Janeiro), e o publiquei no Jornal da Sontape-Petrobrás, em dezembro de 1996(Adenil Mendonça Vidal).
A importância de Cristo não é limitada à simples constatação de sua crucificação: é que na caminhada pelo túnel dos tempos, observamos que há mortos que são vivos porque vivem na nossa lembrança, pelo bem que fizeram e pelas idéias que deixaram. E há vivos que são mortos, porque nada fazem para merecer a vida.
Geralmente em dezembro, com a proximidade do natal, verificamos uma nítida diferença nos ânimos de todos. É a pura perpetuação do espírito de Cristo, seja com as alegrias de uns e as decepções de outros. Afinal, os contrários existem num paralelo sem igual, e, o Presépio e o Calvário, a gruta e a cruz colocam-se nos dois extremos da vida de Jesus Cristo: nasceu abandonado, por ser pobre, e morreu na cruz, por ser bom e por ter falado a verdade. E como humanos, não podemos fechar os olhos a esta realidade. Devemos brindar a vida, dar muito amor ao próximo, e ao perdermos uma grande ventura, evitar que derramemos lágrimas que nos impeçam de vermos as pequenas alegrias da vida. É fácil caminhar pela vida quando se tem fé em Cristo. Não bastam as congratulações natalinas - é preciso, acima de tudo, se despojar da fogueira das vaidades, tão comum à raça humana. É necessário que lembremos, o tempo todo, que dezembro é o mês do Natal, mas Jesus Cristo é o marco de toda a nossa história.
Cristo foi revolucionário exclusivamente pelo fato de ter introduzido, num mundo cheio de ódio, a revolução do amor. E mesmo que sejas incrédulo e tenhas um coração em fel, Cristo, com o espírito de Deus não tem pressa e muitas vezes espera uma existência inteira para converter um homem no último instante de vida.
1997 está chegando, e com ele as esperanças do ano seguinte de Cristo. Sim, esperanças mil. É melhor esperarmos por algumas coisas que nada termos por esperar. Então lembre-se, sempre, que quando se fecha uma porta da felicidade, abre-se outra; mas muitas vezes ficamos a olhar tanto tempo para a porta fechada que não vemos a outra que se abriu para nós; e na busca incessante de realizações, nos esquecemos de que todos possuem três direitos inalienáveis: viver a própria vida até onde lhe for possível, escolher a própria vocação, e, desenvolver as próprias forças; mas ninguém tem direito de gozar a felicidade sem produzi-la, nem de transferir a própria carga para outros ombros a fim de satisfazer um capricho pessoal. Agora fica a interrogação: Porque Jesus Cristo é imortal ? Por que foi alegre quando era difícil ser alegre, paciente quando era difícil ser paciente; e porque foi avante quando queria ficar parado, calou quando queria falar e foi agradável quando queria ser desagradável. Na verdade, Cristo jamais se deixou levar pela dubiedade de atitudes, face à agudeza de sua extraordinária percepção .Não é tão simples ? A vida é assim, as belezas do mundo são-nos reveladas na medida em que somos capazes de percebê-las. A agudeza de nossa visão não depende de quanto podemos enxergar, mas do quanto podemos sentir e, certamente, entre dois dias claros existe sempre uma noite escura; é a escuridão da noite que fecunda o brilho dessa aurora.
E Jesus Cristo foi eternizado...Só isso. É perfeitamente simples, e sempre o será. É por isso, que quando morre alguém - adeus -, dizemos nós, pensando que seja para sempre, e não ouvimos a voz do morto que diz: - até breve ! Ele sabe que é por pouco tempo.
* Escrevi este artigo inspirado nos escritos do Frei Anselmo Fracasso(Copacabana, Rio de Janeiro), e o publiquei no Jornal da Sontape-Petrobrás, em dezembro de 1996(Adenil Mendonça Vidal).
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