domingo, 20 de janeiro de 2008

Na Linha do Tempo - Alberto de Oliveira


ALMA EM FLOR
*Alberto de Oliveira

Foi... Não me lembra bem que idade eu tinha,
Se quinze anos ou mais;
Creio que só quinze anos... Foi aí fora
Numa fazenda antiga,
Com o seu engenho e as alas
De rústicas senzalas,
Seu extenso terreiro,
Seu campo verde e verdes canaviais.

Era... Também o mês esquece agora
A infiel memória minha !
Maio... junho... não sei se julho diga,
Julho ou agosto. Sei que havia o cheiro
Do sassafrás em flor;
Sei que era o céu azul, e a mesma cor
Sorria num gradil de trepadeiras;
Sei que era ao tempo em que na serra, além,
Cor de rosa se tornam as paineiras
De tanta flor que cor de rosa têm.

Foi, talvez, nessa hora
- Como em chão virgem nascem num só dia
Duas flores irmãs, que, flor e flor,
Ao tempo em que acordava para o Amor,
Eu acordei também para a Poesia.
*Alberto de Oliveira (Antônio Mariano A. de O.), farmacêutico, professor e poeta, nasceu em Palmital de Saquarema, RJ, em 28 de abril de 1857, e faleceu em Niterói, RJ, em 19 de janeiro de 1937. Um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, ocupou a Cadeira n. 8, cujo patrono, escolhido pelo ocupante, é Cláudio Manuel da Costa

sábado, 5 de janeiro de 2008

Na Linha do Tempo - 1978

Representação teatral de A CAPITAL FEDERAL, de Arthur Azevedo




Conversa com com a platéia



Adenil, Álvaro, Dionísio, Sônia, Cláudio, Marcos e Nádia










O Perigo: LULA

O Brasil conta, hoje, com uma taxa de desemprego menor que 8%, segundo dados oficiais. O mundo caminha numa economia em franca expansão, e, claro, a boa performance da economia mundial se reflete fortemente nos países em franco desenvolvimento como o Brasil. Mas esta mesma benesse da economia provoca no mais escondido dos desejos de alguns governantes, o grande interesse em se perpetuar no poder. Vejamos, no continente sul americano, temos o CHAVES, na Venezuela, EVO MORALES, na Bolívia e, mais um, para não espichar demais o texto: LULA, aqui entre nós. Isto É, que não é revista, é o mais puro e incondicional desejo do pernambucano Luis Inácio. Claro! ele afirma o tempo todo que não quer o terceiro mandato –isto é só para a mídia. Vejamos: Chaves fechou a mais importante emissora de TV de seu país, e a seguir fez uma consulta popular propondo modificações na Constituição, que se fosse referendada, ele teria poderes ditatoriais...Lula defende o Chaves sem o menor dos pudores, onde sequer a discrição presidencial é respeitada... Deixemos os outros para lá... Lula, no fundo, no fundinho, não teve real interesse em manter a cobrança da CPMF, porque esta era usada com muita segurança pela Secretaria da Receita Federal, flagrando grandes sonegadores de impostos e fortunas, que sem dúvida alguma, agrega toda a sociedade civil, especialmente a classe política, desde o vereador até o presidente da república. Não haverá perda de arrecadação, pois o governo já aumentou a CSLL sobre o lucro dos bancos de 9% para 15% - e claro, os banqueiros repassarão esse custo para o combalido cidadão brasileiro... Não adiantou a CPI do MENSALÃO, não vingou a CPI sobre o caos aéreo, não adiantou a CPI dos Correios, a dos Bingos, não vingou a CPI que pretendia investigar contratos do governo com empresas de telefonia, a CPI da Anatel; não vingou a CPI sobre o escândalo das fraudes em licitações e contratos superfaturados para obras construídas com dinheiro do Orçamento, que seria a CPI da Navalha...As CPI’S, mesmo as que se instalam, não chegam a lugar nenhum...Enquanto isso, a operadora VIVO sempre ‘patrocinou’ shows de artistas até para políticos do interior- e a tarifa do celular, OH! CARÍSSIMA!!. Mas isso não importa, Lula não sabe quanto custa o minuto do celular, aliás, não precisa saber- o que Luis Inácio quer, é manter a popularidade e continuar sonhando com um terceiro mandato. A corrupção é avassaladora no Brasil-e LULA já provou que não precisa de ‘DIRCEUS’, ele é o grande perigo!

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Na Linha do Tempo - 2


Sobre a Ilha de Fernando de Noronha, transcrito da Revista O Cruzeiro de 02-08-1930
"A 300 milhas de Pernambuco, ao nordeste do Estado do Rio Grande do Norte, ergue-se majestosamente do seio das aguas o archipelago de Fernando Noronha.
Nesse fragmento insular do Brasil ha os encantos próprios das ilhas e os seus imprevistos sublimes. Qual sentinella vigilante e avançada dos dominios de Neptuno, o Pico levanta-se como um gigante e se mostra ao navegante que o procura ansioso, a 25 milhas de distancia.Ha muito a ilha é presidio para os condemnados e presos correccionaes do Estado de Pernambuco e constitue um fantasma infernal para esses proscriptos da sociedade. Entretanto, a grande ilha solitaria, tão conhecida de quem navega naquellas paragens, é de aspecto beilissimo e suas condições climatericas são excellentes. Pode considerar-se um sanatório maritimo. Ali o presidiario vive a sua pena alheio quase que absolutamente ás coisas do continente, ou do mundo, a não ser as escassas noticias que de lá lhe chegam trimestralmente para maior dor de sua insopitavel saudade. Só o trabalhoso faz esquecer por momentos as agruras do grande infortunio e lhe suavisa o martirio da expiação." A segunda foto: o momento da correição no trabalho.