
Sobre a Ilha de Fernando de Noronha, transcrito da Revista O Cruzeiro de 02-08-1930
"A 300 milhas de Pernambuco, ao nordeste do Estado do Rio Grande do Norte, ergue-se majestosamente do seio das aguas o archipelago de Fernando Noronha.
Nesse fragmento insular do Brasil ha os encantos próprios das ilhas e os seus imprevistos sublimes. Qual sentinella vigilante e avançada dos dominios de Neptuno, o Pico levanta-se como um gigante e se mostra ao navegante que o procura ansioso, a 25 milhas de distancia.Ha muito a ilha é presidio para os condemnados e presos correccionaes do Estado de Pernambuco e constitue um fantasma infernal para esses proscriptos da sociedade. Entretanto, a grande ilha solitaria, tão conhecida de quem navega naquellas paragens, é de aspecto beilissimo e suas condições climatericas são excellentes. Pode considerar-se um sanatório maritimo. Ali o presidiario vive a sua pena alheio quase que absolutamente ás coisas do continente, ou do mundo, a não ser as escassas noticias que de lá lhe chegam trimestralmente para maior dor de sua insopitavel saudade. Só o trabalhoso faz esquecer por momentos as agruras do grande infortunio e lhe suavisa o martirio da expiação." A segunda foto: o momento da correição no trabalho.
"A 300 milhas de Pernambuco, ao nordeste do Estado do Rio Grande do Norte, ergue-se majestosamente do seio das aguas o archipelago de Fernando Noronha.Nesse fragmento insular do Brasil ha os encantos próprios das ilhas e os seus imprevistos sublimes. Qual sentinella vigilante e avançada dos dominios de Neptuno, o Pico levanta-se como um gigante e se mostra ao navegante que o procura ansioso, a 25 milhas de distancia.Ha muito a ilha é presidio para os condemnados e presos correccionaes do Estado de Pernambuco e constitue um fantasma infernal para esses proscriptos da sociedade. Entretanto, a grande ilha solitaria, tão conhecida de quem navega naquellas paragens, é de aspecto beilissimo e suas condições climatericas são excellentes. Pode considerar-se um sanatório maritimo. Ali o presidiario vive a sua pena alheio quase que absolutamente ás coisas do continente, ou do mundo, a não ser as escassas noticias que de lá lhe chegam trimestralmente para maior dor de sua insopitavel saudade. Só o trabalhoso faz esquecer por momentos as agruras do grande infortunio e lhe suavisa o martirio da expiação." A segunda foto: o momento da correição no trabalho.
Nenhum comentário:
Postar um comentário